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O forte de S. Brás é o mais importante exemplar de arquitectura militar do séc. XVI existente na ilha de S. Miguel. Foi a primeira fortificação inteiramente construída em Portugal no estilo abaluartado (escola italianizante).
Julga-se que este forte deve o seu nome ao facto de ter existido uma ermida, consagrada a S. Brás, no local onde foi construído. Depois da construção foi edificada uma nova ermida no seu interior, a qual passou a denominar-se de Santa Bárbara, por ser esta da devoção dos primeiros soldados que o ocuparam.
A sua construção surgiu devido a uma série de pedidos ao Rei, pela necessidade de fortificar a ilha, pois eram frequentes os ataques dos corsários, especialmente franceses, que eram atraídos pela riqueza das embarcações que aportavam em Ponta Delgada, vindas da Índia e do Brasil.
Mandado construir por D. João III, as obras iniciaram-se em 1552, sob a direcção dos engenheiros Manuel Machado, Pero de Maéda e Tomaz Benedito.
Julga-se que a concepção do forte pertenceu ao célebre engenheiro Isidoro de Almeida, embora os documentos oficiais falem apenas de Manuel Machado, que foi quem deu início às obras.
Em 1575, foi mandada derrubar a torre dos sinos do Convento de S. Francisco, porque dominava o forte ainda em construção, não valendo de nada esta medida, porque, em 1789, os terraços do mesmo convento sobrepunham-se aos parapeitos e praça de armas.
Só em 1580 ficou o forte em estado de poder servir, apesar de não estarem ainda concluídas as obras.
O seu primeiro Alcaide-Mor foi o Conde de Vila Franca, D. Manuel da Câmara, tendo sido o seu primeiro Sargento-Mor João Fernandes do Grado.
O forte sofreu várias alterações desde 1585, que descaracterizaram a sua primitiva arquitectura militar.Actualmente serve de Quartel General da ZMA.
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