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ETP

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Simbologia ETP

Armas

Escudo de azul, um círculo canelado de prata de um facho de negro aceso de vermelho;
Elmo militar de prata, forrado de vermelho, a três quartos para a dextra;
Correia de vermelho, perfilada de ouro;
Paquife e virol de azul e de prata;
Timbre: o Grifo de vermelho, segurando na garra dianteira dextra uma adaga do mesmo;
Condecoração: pendente do escudo, medalha de ouro de Serviços Distintos;
Num listel de branco, ondulado, sotoposto ao escudo, em letras de negro, maiúsculas, de estilo de elzevir "QVE NVNCA POR VENCIDOS SE CONHEÇAM"

 

 

 

 

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A Escola de Tropas Paraquedistas (ETP) é uma unidade de Estrutura Base do Exército Português, aquartelada em Tancos. A sua missão principal é a de ministrar instrução na área do pára-quedismo militar. Além da instrução das tropas paraquedistas, a ETP enquadra ainda as tropas de abastecimento aeroterrestre, cães militares e precursores da Brigada de Reacção Rápida.

História

A ETP tem origem no Batalhão de Caçadores Páraquedistas (BCP) criado em 1955 na Força Aérea Portuguesa. O Batalhão é elevado de escalão em 1961, passando a Regimento de Caçadores Pára-quedistas (RCP). A partir desse ano, a Unidade passa a ser o principal centro de instrução das tropas pára-quedistas que actuam na Guerra do Ultramar. Além dos batalhões integrados no Regimento vão sendo criados diversos Batalhões Independentes em África: Batalhão de Caçadores Paraquedistas N.º 12 (BCP 12) na Guiné Portuguesa, BCP 21 em Angola e BCP 31 e BCP 32 em Moçambique.
Em 1975, com o fim da Guerra do Ultramar, as tropas pára-quedistas são reorganizadas, sendo o RCP transformado em Base Escola de Tropas Paraquedistas (BETP) a qual é integrada no então criado Corpo de Tropas Paraquedistas (CTP).

 
Em 1993, as tropas paraquedistas são transferidas da Força Aérea para o Exército. Nessa altura a BETP passa a denominar-se Escola de Tropas Aerotransportadas (ETAT) integrada no Comando de Tropas Aerotransportadas.
Em 2006 a ETAT mudou novamente de designação para Escola de Tropas Pára-quedistas (ETP) passando a estar directamente integrada na Brigada de Reacção Rápida.

MISSÃO E VISÃO

A Escola de Tropas Pára-quedistas (ETP), sob o comando completo do Comandante da Brigada de Reacção Rápida, tem a seguinte missão:

  • Ministrar cursos de formação na área do pára-quedismo militar e qualificações na área aeroterrestre;
  • Participar em estudos técnicos no âmbito da actividade aeroterrestre;
  • Aprontar um batalhão de apoio e aeroterrestre;
Colaborar em acções no âmbito das outras missões de interesse público, conforme lhe for determinado
Condições Gerais de Admissão

Condições de admissão

Nesta página podes consultar as condições de admissão às tropas pára-quedistas, assim como muitos outros conselhos úteis. Lê com atenção as linhas que se seguem.


CONDIÇÕES GERAIS (válidas para a Tropa Regular)

  • §      Ser voluntário.
  • §      Ser cidadão português.
  • §      Ter no mínimo 18 anos no dia da incorporação e no máximo de 24 anos (27 anos para o Curso
            de Formação de Oficiais, sendo que neste caso, terá que possuir habilitação académica com
            grau de Bacharelato ou Licenciatura).
  • §      Possuir aptidão psicofísica adequada.
  • §      Ter no mínimo 1,60 Mts de altura (1,56 Mts) para o sexo feminino.
  • §      Não estar inibido ou interditado do exercício de funções públicas.
  • §      Não ter sido condenado criminalmente.
  • §      Habilitações literárias mínimas – 6.º ano de escolaridade

DOCUMENTAÇÃO A ENTREGAR

  • §      Formulário de candidatura.
  • §      Certificado do registo criminal.
  • §      Certificado de habilitações literárias.
  • §      Fotocópia do Bilhete de Identidade.

PROVAS DE ADMISSÃO

Conjunto de provas de classificação e selecção, com a duração de três dias e que consistem em:

1.º e 2.º dia em Lisboa ou Porto, (Comuns a todo o Exército).

3.º dia em Tancos, (Provas físicas especificas para os Pára-quedistas).

  • §      Exames médicos.
  • §      Exames sensoriais.
  • §      Testes psicomotores.
  • §      Questionário biográfico.
  • §      Entrevista psicológica.
  • §      Provas físicas, caso fique apto nas linhas anteriores e que consistem em:
    • Correr 2.500 m em 12 minutos;
    • Executar 35 flexões e extensões de pernas, com salto;
    • Executar 40 exercícios abdominais em 2 minutos;
    • Efectuar 5 elevações do corpo, suspenso numa barra fixa, passando o queixo por cima da mesma;
    • Executar 20 flexões e extensões de braços no solo;
    • Verificação da agressividade através de um curto combate com luvas de boxe;
    • Saltar, com balanço, uma vala de 3 metros;
    • Saltar um muro com 90 cm de altura;
    • Passar, de pé, um Pórtico duplo de 5 e 8 metros;
    • Salto da torre;
    • Passagem num túnel encurvado com 10 metros de comprimento;

Ciclo de Formação (24 Semanas)

Formação Geral Comum

Até à 12.ª semana.

Formação em Pára-quedismo militar

Da 13.ª semana à 24.ª semana.

* CONSELHOS ÚTEIS *

Seguem-se alguns conselhos úteis para executar com sucesso as provas físicas:

1 - Correr no mínimo 3 vezes por semana, não menos do que 30 minutos de cada vez (dias intervalados).

2 - Efectuar aquecimento antes das corridas, e o alongamento dos músculos após (5 a 10 minutos). 

3 - Nos dias de intervalo e / ou após as corridas treinar as provas de potência física, tais como abdominais, flexões e extensões de braços e pernas.
 
4 - Uma vez por semana testar a capacidade para executar cronologicamente os mínimos exigidos nas provas físicas.

Alguns conselhos para concluir com êxito a Formação Geral Comum

1. Continuação da preparação física,  com o objectivo de aumentar as capacidades e performances físicas, no período de tempo que medeia a vinda a Tancos para as provas físicas até à incorporação.
 
2. Afastar qualquer intenção de vir a tomar estimulantes, sejam eles de que tipo forem, durante a formação nas tropas pára-quedistas, já que irá com toda a certeza pôr em risco a sua própria vida.
 
3. Estar predisposto a aceitar viver num ambiente com valores assentes na camaradagem, disciplina, coragem física e psicológica.   

Candidata-te

    • No Centro de Recrutamento ou Gabinete de Atendimento ao Público da sua área de residência;
    • Envia por correio, para o Centro de Recrutamento ou Gabinete de Atendimento ao Público da sua área de residência;
    • Dirige-te a qualquer Unidade do Exército solicitando que o mesmo seja enviado para o Centro de Recrutamento ou Gabinete de Atendimento ao Público da sua área de residência

Pedidos de Informações: Centro de Selecção da Escola de Tropas Pára-quedistas

Estrada Nacional 3

2260-263 PRAIA DO RIBATEJO.

Telefone: 249 733 256

email:etp@mail.exercito.pt

Para mais informações:


Linha Verde: 800 20 37 45 ou 800 20 12 74 (Chamada gratuita).

 

Feitos e Factos.

Somos um corpo de Tropas altamente especializado. Desenvolvemos operações em Portugal e no exterior do Território Nacional (Angola, Moçambique, Guiné, Bósnia Herzegovina, Kosovo, Macedónia, Timor-Leste, Afeganistão e Iraque).

Desde 1955 formámos cerca de 50.000 Boinas Verdes que, sempre com distinção e eficácia, serviram Portugal.

Está ao teu alcance fazeres parte de uma Tropa de Elite e connosco iniciares uma carreira de sucesso.

Junta-te a nós!


   A Escola de Tropas Pára-Quedistas espera por ti.

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Escola de Tropas Para-quedistas

Breve Resenha Histórica. (Historial das Tropas Pára-quedistas)

1819 - (Dezembro, 12) - O inglês Eugénio Robertson realizou o primeiro salto em Pára-quedas registado em Portugal. Subindo num balão pilotado por seu pai, Robertson lançou-se da altura de 700 metros utilizando um pára-quedas de barquinha e indo aterrar para os lados da estrada da Luz, em Lisboa.
1922 - (Outubro, 06) - O Capitão Eng Mário Costa França e o Tenente Eng José Machado de Barros, da Companhia de Aerosteiros do Exército, efectuam em Alverca, a partir de um balão, o primeiro salto em pára-quedas feito por militares portugueses.
1930 - (Outubro, 14) - Na Base Aérea de Tancos, numa sessão de experimentação de pára-quedas para pilotos, é efectuado pelo 1.ºCabo José Maria da Veiga e Moura, o primeiro salto em pára-quedas a partir de uma aeronave. O Cabo Moura saltou a 800 metros de altura utilizando um pára-quedas AVIOREX e aterrou perfeitamente ileso a Nordeste da povoação de Madeiras.
1942 - Em Richmond (Austrália) são formados 12 pára-quedistas naturais de Timor Leste. Alguns deles viriam a ser lançados na retaguarda das tropas japonesas que ocupavam Timor.
1951 - Os capitães Armindo Martins Videira, e Mário de Brito Monteiro Robalo, do Exército, frequentam na École de Troupes Aeroportèes, em Pau (França) o curso de pára-quedismo.
1952 -  É  promulgada  a  Lei  2055,  de 27  de  Maio,  que cria a Força Aérea Portuguesa  como  ramo  independente das Forças Armadas.  Esta Lei, no seu art. nº 9, prevê a constituição de uma unidade de pára-quedistas.
1953 - O Aspirante-a-Oficial Fausto Pereira Marques e os Sargentos Américo de Matos,  e  Manuel Coelho Gonçalves frequentam em Pau o curso de pára-quedismo,  e  após  a  conclusão  do  curso,  conjuntamente  com o Capitão Monteiro  Robalo,  frequentam  o  curso  de instrutores e monitores de pára-quedismo 1955 - 232 voluntários, oficiais,  sargentos  e  praças, frequentam em Alcantarilla (Espanha) o curso de pára-quedismo (22º Curso Básico de Paracaidismo), dos quais 192 terminam com aproveitamento.
1955 -192 pára-quedistas portugueses efectuam o  seu  primeiro  salto de pára-quedas. Este núcleo inicial regressa e fica aquartelado, até ao fim do ano, nas instalações do Campo de Tiro da Serra da Carregueira.
É entregue o Guião à primeira Unidade de Pára-quedistas, em Lisboa, na Praça Marquês de Pombal.
De  acordo  com  o art. 20  do Decreto-Lei nº 40395 (Regulamento para a Organização,  Recrutamento  e  Serviço  das  Tropas  Pára-quedistas)   é  autorizado,  pela  primeira  vez  na   história  dos  uniformes  das   Forças Armadas Portuguesas, o uso de uma boina como cobertura de cabeça. As tropas pára-quedistas usam a Boina Verde.
1956 - É criado o Batalhão de Caçadores Pára-quedistas - BCP (Portaria N.º 15671, de 26 de Dezembro de 1955), com sede em Tancos e dependente da recém criada Força Aérea Portuguesa. 
O Tenente Argentino Urbano Seixas e o Alferes Sigfredo Ventura Costa  Campos   frequentam   no  Brasil  o  curso de pára-quedismo  e  outros  cursos técnicos aeroterrestres incluindo os cursos de mestre de salto e precursor aeroterrestre.Na Quinta dos Álamos (Golegã) é organizado o primeiro salto de pára-quedas  da unidade em Portugal. Um a um, cerca de 50 homens, saem das portas dos velhos JU-52. O primeiro a saltar é o próprio comandante do Batalhão, capitão Armindo Videira.
23 de Maio de 1956 - É oficialmente inaugurado o BCP em Tancos, tendo presidido à cerimónia o Subsecretário de Estado da Aeronáutica, Coronel Kaúlza de Arriaga.
Na cerimónia comemorativa do Dia da Força Aérea, no  Aeroporto  da  Portela, é entregue o Estandarte Nacional ao BCP. 
1957 - Tem início o primeiro curso de pára-quedismo ministrado em Portugal. O curso que incluía 10 saltos, viria a ser concluído a 28 de Fevereiro, tendo ficado aptos 37 instruendos.

Tem  inicio o primeiro "Curso de Instrutores e Monitores Pára-quedista", o curso terminaria em 25 de Maio tendo ficado aprovados 14 instruendos.
1961 - Criação do Regimento de Caçadores Pára-quedistas  (RCP)  com sede no BCP  em  Tancos  que então  é  extinto  (Portaria 18462,  de  5 de Maio).  Fazem  parte integrante do novo Regimento, o Batalhão de Instrução (BI) e o Batalhão de Caçadores Pára-quedistas N.º11 (BCP 11). Formação do Batalhão de Caçadores Pára-quedistas N.º21 (BCP 21) em Angola. Formação do Batalhão de Caçadores Pára-quedistas N.º31 (BCP 31) em Moçambique. Inicio do 1.º Curso de Enfermeiras Pára-quedistas. Das 11 candidatas que iniciaram o curso, 6 conquistam a Boina Verde. Pela primeira vez na história militar portuguesa as mulheres tem lugar nas fileiras.
1966 - Formação do Batalhão de Caçadores Pára-quedistas N.º12 (BCP 12)  em  Bissau  -  Guiné  (Portaria 22260, de 20 de Outubro). O Batalhão  será  activado a 14 de Outubro de 1966 incluindo a Companhia de Pára-quedistas do AB2. 
1967 (Janeiro, 26) - Formação do Batalhão de Caçadores Pára-quedistas N.º32 (BCP 32) em Nacala - Moçambique (Portaria 22302, de 9 de Novembro).
1978 - (Julho, 01) - Definitivamente activada a BOTP2 em S. Jacinto. 1979 - (Julho, 05) - O CTP e as Bases recebem os seus Estandartes Nacionais em Tancos.
1991 - A BOTP1 (Monsanto) é desactivada e todos os seus meios materiais e humanos são transferidos para a BOTP2 (S. Jacinto).
Julho, 05 - Durante as cerimónias do 35.º Aniversário da criação das Tropas Pára-quedistas, em Tancos, o Ministro da Defesa Nacional, Dr Fernando Nogueira, no seguimento de um anúncio já feito em Bruxelas, confirma que a transferência das Tropas Pára-quedistas para o Exército é irreversível e terá lugar em 1 de Janeiro de 1994.
1994 - (Janeiro, 1) - É criado no Exército Português (Decreto-Lei 27/94, de 5 de Fevereiro), o Comando das Tropas Aerotransportadas (CTAT) e a Brigada Aerotransportada Independente (BAI), com base nos efectivos especializados em pára-quedismo da FAP e do Exército. O CTAT é herdeiro das tradições e património do extinto Corpo de Tropas Pára-quedistas da FAP e também do extinto Regimento de Comandos do Exército. 1994 - O CTAT fica aquartelado em Tancos na antiga Base Aérea 3, e sob a sua dependência fica a Escola de Tropas Aerotransportadas (ETAT) criada em Tancos na extinta BETP, e a Área Militar de S. Jacinto (AMSJ) criada em S. Jacinto na extinta BOTP2. 1994 - A BAI é atribuída ao Allied Rapid Reaction Corp (ARRC) da NATO, sob controlo de uma Framework Division Italiana.
2006 - Março, 21 - É publicada uma nova Lei Orgânica do Exército (Decreto-Lei n.º61/2006, de 21 Março). A nova Lei extingue o Comando das Tropas Aerotransportadas (CTAT), como comando de natureza territorial do Exército, e a Brigada Aerotransportada Independente (BAI). É criada uma nova Brigada de Reacção Rápida (BRR), que irá incluir os Batalhões de Infantaria Pára-quedistas, tropas Comandos e de Operações Especiais. A BRR é uma das componentes da nova Força Operacional Permanente do Exército (FOPE).
É extinto o CTAT e a BAI. É criada a Brigada de Reacção Rápida e a ETAT é renomeada Escola de Tropas Pára-Quedistas (ETP).
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2008 © Exército Português Desenvolvido para o Exército Português em colaboração com o Curso de Comunicação Multimédia do Colégio de Gaia