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No âmbito do Programa das VBR PANDUR II 8x8, de acordo com a Directiva Nº 259/CEME/2007, compete ao CmdLog, através da DIE, garantir nas UU/EE/OO do Exército as condições adequadas para a recepção e colocação ao serviço das referidas viaturas.

A construção desta oficina foi inserida no PGA da DIE/CmdLog para 2009, aprovado por Sua Exª o Gen CEME em Dezembro de 2008. A Directiva Nº 02/CEME/2009 veio actualizar os objectivos essenciais no âmbito das infra-estruturas definidas para o período 2008-2009, de que o CmdLog restabeleceu as respectivas tarefas, competindo-lhe concretizar a adaptação das instalações de manutenção para os novos equipamentos, nomeadamente as VBR PANDUR II 8x8. A execução desta tarefa foi determinada em função dos objectivos prioritários do Exército para esse ano e das verbas efectivamente disponibilizadas nas diversas fontes de financiamento, de que se destacam a LPM, LPIM e OMDN.

 

Assim, e de acordo com o enquadramento referido anteriormente, as Oficinas VBR foram inauguradas no passado dia 24NOV10 por SEXA o General Chefe do Estado-Maior do Exército numa cerimónia que contou com a presença, entre outras entidades, do General QMG, MGen DIE e MGen DMT.

A concepção do projecto da Oficina para as VBR resultou da estreita coordenação entre a DIE e a DMT, na definição do conceito geral e na organização espacial, de acordo com as compatibilidades funcionais das actividades a desenvolver e as especialidades identificadas nos requisitos logísticos decorrentes das responsabilidades na manutenção das VBR.

O projecto da construção da oficina, em terrenos do RMan, visou dotar a CMan/BrigInt com valências que lhe permitam executar o 3º escalão de manutenção e, adicionalmente, uma valência limitada de manutenção de 4º escalão para as VBR  e restantes viaturas da Brigada.

A oficina é composta por 2 blocos distintos, perpendiculares entre si relativamente ao seu eixo maior, sendo um Bloco Administrativo, com 620 m2, e um Bloco Oficinal, com 1.400 m2. Quando todo o complexo estiver concluído, Oficina e Áreas de Apoio, a sua implantação ocupará uma Área Total de 10.170 m2, dos quais 2.970 m2 serão de Área Coberta (2.020 m2 nas instalações onde nos encontramos e 950 m2 nos Cobertos a construir). A restante área refere-se a Locais de Parqueamento, Caminhos de Circulação e Rampas de Lavagens e Lubrificação.

O Bloco Administrativo irá comportar toda a actividade de planeamento e controlo associada à Manutenção e Reabastecimento, e ainda a estrutura de Comando da CMan. Neste bloco encontram-se integradas algumas áreas de apoio ao Bloco Oficinal, que em função das actividades que aí irão ser desenvolvidas, apenas serão acedidas a partir do corpo oficinal. Neste edifício está ainda integrado um espaço destinado a uma arrecadação de sobressalentes para o Escalão Brigada.

O Bloco Oficinal é constituído por duas naves perpendiculares ao Bloco Administrativo, separadas entre si por um corpo interior e central com dois pisos. Este corpo fará a divisão natural do espaço de manutenção das VBR  e das restantes viaturas de rodas da Brigada. Neste corpo, e ao nível do piso 0, encontram-se as comunicações verticais, ferramentarias e áreas para instalação de equipamentos especiais, nomeadamente armários para substâncias inflamáveis e plataformas de lubrificantes ligadas a uma rede de distribuição. A área do piso 1 é destinada a gabinetes técnicos. A área oficinal irá permitir cinco linhas de manutenção para cada tipo de veículos (VBR e de rodas), e ainda áreas para execução de trabalhos de serralharia, de manutenção de  motores e de substituição e calibragrem de rodas.

Na concepção global da estrutura e no dimensionamento dos seus elementos, consideraram-se, para além dos aspectos da segurança estrutural e economia, as indicações mais recentes em termos de qualidade e durabilidade dos edifícios. Para a execução do edifício adoptaram-se duas soluções estruturais, uma para cada um dos blocos (administrativo e oficinal). Para o Bloco Administrativo recorreu-se a uma solução de estrutura em betão armado com pilares e vigas de bordadura e uma laje fungiforme na cobertura em terraço não acessível. Para o Bloco Oficinal adoptou-se uma solução em pilares de betão armado com vigas nos limites do bloco. A cobertura deste bloco, em estrutura metálica autoportante, é constituída por duas chapas trapezoidais curvas com isolamento térmico no seu interior. Para as fundações da oficina recorreu-se a uma solução com sapatas de fundação assentes em pegões de betão ciclópico. O dimensionamento estrutural da oficina e a avaliação do seu comportamento global foram realizados com base num modelo de cálculo tridimensional elaborado para o efeito, em que foram simulados os vários elementos estruturais, bem como as acções de dimensionamento, nomeadamente cargas permanentes, sobrecargas de utilização, peso dos revestimentos, acção sísmica e vento.

Ao nível de infra-estruturas e equipamentos existentes, salientam-se os seguintes:

·       2 Redes de abastecimento de água (abastecimento e distribuição predial), com base na rede pública e numa captação própria;

·       1 Rede eléctrica (com circuito de iluminação de emergência);

·       1 Sistema de protecção contra descargas atmosféricas (pára-raios);

·       1 Rede de gás;

·       1 Rede de aquecimento, ventilação e ar condicionado;

·       2 Redes de esgotos: doméstico e pluvial;

·       1 Rede de ar comprimido;

·       1 Central térmica;

·       1 Sistema de lubrificação centralizada;

·       1 Infra-estrutura de telecomunicações em edifícios;

·       1 Sistema de detecção de intrusão;

·       1 Sistema de detecção de incêndio;

·       1 Sistema de exaustão de gases de escape;

·       2 Pontes rolantes de 10 Ton;

·       1 Separador hidrocarbonetos 10.000 L.

Como mera estatística, apresentam-se os seguintes dados:

·       Foram movimentados cerca de 9.000 m3 de terra;

·        Foram utilizados na estrutura cerca de 2.500 m3 de betão;

·       Foram utilizados cerca de 97.500 kg de aço;

·       Foram instalados cerca de 1.800 m de tubagem para as redes de água e 1.600 m de tubagem para as redes de esgotos;

·       Foram instalados cerca de 8.200 m de cabo para a rede eléctrica;

·       Foram ainda instalados cerca de 2.100 m de cabo para outras redes.

 

A construção da Oficina para as VBR e todo o complexo envolvente, tem vindo a desenrolar-se em diversas fases. Assim, a 1ª Fase, designada de “Obra Nº 03/09 Construção de Oficina e Órgãos Anexos para Viaturas Blindadas de Rodas”, foi desenvolvida pela empresa POLIGREEN, Sociedade Anónima, Engenharias, e nela constaram os seguintes trabalhos:

·       Movimentos de terras;

·       Fundações;

·       Estrutura betão armado;

·       Lajes e pavimentos interiores;

·       Vãos interiores e exteriores;

·       Rede de águas;

·       Rede de esgotos;

·       Rede eléctrica;

·       Cobertura;

·       Protecção à construção (isolamento e pintura);

·       Revestimentos de paredes, tectos e pavimentos;

·       Rede intrusão;

·       Caixilharia de alumínio e estores em portas e janelas;

·       Colocação de portas interiores metálicas e de madeira;

·       Colocação de escadas;

·       Colocação de loiças sanitárias;

·       AVAC.

A  2ª Fase, designada de “Obra Nº 04/10 Construção de Oficina para Viaturas Blindadas de Rodas – Instalações Especiais, Portões Exteriores e Arranjos Exteriores”, foi desenvolvida pela empresa Fernando dos Santos José, Limitada, e constou dos seguintes trabalhos.

·       Rede de gás;

·       Rede de ar comprimido;

·       Rede AVAC;

·       Central térmica;

·       Sistema de lubrificação centralizada;

·       Sistema de exaustão de gases;

·       Pontes rolantes;

·       Portões exteriores;

·       Pavimento na envolvente da zona oficinal.

Decorreu ainda uma intervenção, segundo projecto da DCSI, que consistiu na interligação da Oficina ao SIC-O existente no RMan. Designada por “Obra Nº 21/10 Interligação ao Sistema de Informações e Comunicações Operacional da Oficina para Viaturas Blindadas de Rodas no Entroncamento (RMan), foi desenvolvida pela empresa ENGTEL, Limitada, e constou dos seguintes trabalhos.

·  Execução de infra-estruturas subterrâneas de condutas;

·  Execução de caixas de visita;

·  Instalação de cabos diversos;

·  Instalação e ligação de bastidores;

·  Instalação de telefones analógicos.

Está prevista uma 3ª e última Fase, cujo projecto foi já desenvolvido na DIE, que culminará a construção do complexo da Oficina para VBR com a construção de:

·  Arranjos exteriores na envolvente à zona administrativa;

·  Acessibilidades;

·  Rampas de lavagem;

·  Rampas de lubrificação;

·  Cobertos.

 
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