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A evolução da Engenharia Portuguesa acompanhou as vicissitudes da História de Portugal e foi influenciada decisivamente por esta. Portugal nasceu quando a Europa vivia ainda a Idade Média. Uma Europa com carácter agrícola, funcionando com base nos perceitos da ordem de S. Bento. A Península Ibérica tinha-se mantido à margem dessa Idade Média devido à ocupação àrabe, então em retracção. Portugal surgiu na sequência do processo de reconquista lançado pela resistência asturiana contra o ocupante àrabe e berbére. A Engenharia no período da I Dinastia era obra de mestres pedreiros à ordem de militares e de religiosos. Castelos e Igrejas são as principais obras desse tempo. Até então, os povos peninsulares tinham sido influenciados por culturas antigas, umas interiores, do Norte, bárbaras como a celta e a visigoda, outras do Mediterrâneo, do Leste, cultas como a fenícia, a grega, a bizantina, a cartaginesa e a romana. Foram especialmente os Romanos - militares, administradores, legisladores e engenheiros - que civilizaram os Ibéricos. No domínio da engenharia, na Península Ibérica, são deles as primeiras pontes, estradas, edifícios, redes de abastecimento de água, etc... Aos bárbaros que sobrevieram à civilização romana pouco se deve no que respeita à engenharia. Aos Árabes no entanto não se pode imputar o mesmo. Os marcos mais significativos da sua civilização, verdadeiras Jóias de arquitectura, riqueza de elementos decorativos e técnicas de revestimento e acabamento, perduram em Granada e Córdoba. Os àrabes e moçárabes passaram para o futuro o emprego do tijolo, do estuque e do azulejo. É talvez no domínio da hidráulica aplicada à agricultura e à moagem que as técnicas árabes mais perduraram - as grandes obras de rega, os processos de extração de água e os moinhos a água, são obras primas da engenharia árabe na Península. Com a II dinastia Portugal entra no Renascimento, quer por contactos externos, com a Europa, com o Norte de África ,com o Oriente e com as descobertas a Ocidente. As Engenharias são motor e produto deste renascer: a astronomia, a construção de navios, a cartografia, a fortificação... Nos Séculos XVII e XVIII por todo o Mundo surgem novas cidades e melhoram-se as velhas. A Arquitectura, os métodos construtivos e os materiais entram numa fase industrial. Ao longo deste período os engenheiros foram os agentes do Estado quer para a demarcação do território e sua representação, quer para a sua defesa e ocupação e circulação e ainda para todo um conjunto de outras construções de natureza religiosa, ou de caracter funcional de interesse para o desenvolvimento. Neste período a Engenharia Militar nasce institucionalmente, o Cosmógrafo-Mor e Mestre da Arte de Marear, Luis Serrão Pimentel, é nomeado Lente da Aula de Fortificação e Arquitectura Militar criada por decreto de 13 de Julho de 1647. Em 1673, Luis Serrão de Pimentel é nomeado Engenheiro-Mor. Em 1787, foi criado o quadro de Oficiais, designado por Corpo de Engenheiros e em 1796 foi publicado o Regulamento Provisional do Real Corpo de Engenheiros. Em 1801 foi criado o Arquivo Militar que constitui o primeiro orgão formal e do qual a actual DIE é sucessora. Com a separação em 1911 dos diversos serviços da Arma de Engenharia em grupos autónomos sujeitos a vários chefes, tornou-se necessária a criação de um órgão director que complementasse as actividades e missões desenvolvidas pela recém criada Inspecção Geral das Fortificações e Obras Militares. É assim que, por decreto de 5 de Julho de 1926, é criada a Direcção da Arma de Engenharia cujo primeiro Director foi o General César Pina. Ao longo da sua existência, a DAE constituiu um órgão de conselho do Chefe do Estado Maior do Exército, enquadrou a elaboração de documentação técnica da Arma e assumiu-se como órgão de inspecção técnica das unidades de Engenharia. Pela mesma altura é criado o orgão que mais tarde se vem a designar Serviço de Fortificações e Obras Militares (DSFOM) que possui uma direcção própria, mais tarde Direcção do Serviço de Fortificações e Obras do Exército (DSFOE) - Decreto Lei Nº 283/78 de 11Set - O.E. Nº9 - 1ª Série de 30Set de 1978 - cujo Director é o mesmo da Arma de Engenharia ( na verdade é no Subdirector que são delegadas as funções de dirigir o seviço) Em 1980 pelo despacho 33/80 de 6de Junho do Gen CEME (O.E. Nº7 - 1ª Série de 31Jul de 1980) a DSFOE é integradana Direcção da Arma de Engenharia. A DSFOE possuía delegações em Lisboa, Porto, Évora, Santa Margarida, Ponta Delgada e Funchal, correspondendo a cada Região Militar Territorial. Com a extinção das Direcções das Armas e Serviços, decorrente da reorganização de Exército de 1993, foi criada, de acordo com o Decreto-Lei 50/93 de 26 de Fevereiro e em conformidade com o Despacho 72/93, de 30 de Junho do Ministro da Defesa Nacional, a nova Direcção dos Serviços de Engenharia (DSE), na dependência do Comando da Logistica. A DSE relativamente à Direcção da Arma a que sucedeu perdeu funções de gestão do pessoal da Arma, bem como da Instrução das matérias e técnicas designadas de Engenharia e ministradas a pessoal do Exército, da Marinha, da Força Aérea das Guardas e Policia de Segurança, assim como a outras entidades civis (Bombeiros por exemplo). Deixou também de ter qualquer comando sobre as Unidades de Engenharia ( Regimento de Engenharia 1, Regimento de Engenharia 3 e Escola Prática de Engenharia) e Orgão ( Depósito de Material de Engenharia). Manteve apenas a função de gestão (incluindo aquisições) de Material de Engenharia em todo o Exército. A DSFOE foi extinta e substítuida pela Chefia deInfra-Estruturas do Exército (CIEE). Foram constituidas Secções de Infra-Estruturas orgânicas dos Quartéis-Generais do Governo Militar de Lisboa, da Região Militar do Sul, da Região Militar do Norte, do Campo Militar de Santa Margarida, do Comando deTropas Páraquedistas, da Zona Militar dos Açores e da Zona Militar da Madeira. Em 2006, no âmbito da transformação do Exército - Decreto Lei Orgânico Nº61/2006 de 21 de Março - a DSE passou a designar-se Direcção de Infra-Estruturas, perdendo as atribuições no âmbito da gestão do pessoal da Arma, do material de Engenharia e a função inspectiva, ficando apenas com a direcção da gestão das infra-estruturas do Exército. A DIE possui 3 Delegações: Delegação de Lisboa Sul e Ilhas, Delegação do Centro e Delegação do Norte. |